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Historia

1. Quando surgiu o chocolate?

chocolateO cacaueiro, de onde se extraem as sementes de cacau, foi cultivado pela primeira vez há mais de 4000 mil anos, pelas civilizações Maia e Azteca e as suas propriedades foram sempre consideradas extraordinárias. Existem registos que mencionam inclusive o cacau como moeda de troca, e num dos diversos estudos feitos sobre as civilizações da América Central descobriu-se por exemplo que, quatro sementes de cacau eram suficientes para comprar uma abóbora; dez compravam um coelho e por 100 sementes de cacau se podia comprar um escravo.

2. Onde foi encontrado? Por que povos?

Não foi propriamente encontrado, dado que o seu cultivo era já feito pelo povo Maia, que vivia na Península de Yucatan, área tropical na actual zona sul mexicana, no mesmo local onde inicialmente os cacaueiros se desenvolviam de forma selvagem.
Devido à importância material que este produto começou a ter nas trocas comerciais, depressa começou a ser plantado de forma ordenada, sendo conhecidas nesta região, aquelas que foram consideradas, as primeiras plantações de cacau.

3. Qual é a origem da palavra “chocolate”?

Ficou viva a lenda e o nome do deus Quetzalcoatl, como sendo quem transmitiu aos homens este alimento divino, que embora se referisse ser reservado às altas hierarquias dominantes, também se consumia em momentos especiais e festividades religiosas.
Era inicialmente tomado como bebida, apelidada de xocolatl – de significado etimológico “água amarga”, à qual se atribuía o mérito de ser especialmente nutritiva, conferindo grande energia e vitalidade, nos mais diversos sentidos.

4. Para que fins era usado?

Tal como referido anteriormente, por ser uma bebida nutritiva, de características energéticas, estimulantes e revitalizantes, era extremamente eficiente no combate ao cansaço. Características essas, que não só têm vindo a ser comprovadas ao longo da história do chocolate, como actualmente lhe são reconhecidos inúmeros benefícios, alimentares, psicológicos e estéticos. Não é por acaso que ainda hoje é apelidado de alimento dos deuses.

5. O processo de produção (as fases que fazem parte da sua formação)

O cacaueiro é uma árvore frágil, e as três principais zonas de cultivo são África, América Central e Sul e Sudeste da Ásia. Para um excelente desenvolvimento necessita de um clima muito quente e húmido. Esta árvore pode chegar aos 15 metros de altura, todavia costuma ser podada a uma altura máxima de 8 metros.
As épocas de produção de cacau dividem-se em dois principais momentos no ano: Novembro a Janeiro (principal) e Maio a Julho (secundária), a colheita é cautelosa, para não danificar as flores e frutos da árvore. O processo de produção divide-se entre:

Extracção – O fruto é dividido em duas partes, e são retiradas cuidadosamente as sementes do interior, pois os grãos não podem ser danificados.
Fermentação – Os grãos de cacau são colocados em tabuleiros e cobertos com folha de plátano, durante uma semana, sob uma temperatura variável, entre os 45 e os 50º. Para que diminua o sabor amargo e se desenvolva o irresistível aroma, é retirada a polpa envolvente dos grãos.
Secagem – Na fase de secagem os grãos de cacau têm cerca de 60% de humidade, que tem de ser reduzida até aos 7%, para que se garanta a conservação e transporte óptimos. Secos sob o sol ou em secadores giratórios, os grãos são seleccionados segundo a qualidade e preparados para o transporte.
Transporte – Última fase antes da distribuição para todos os países importadores de chocolate, para a elaboração e desfrute da experiência inesquecível de degustar chocolate.

6. Sempre foi utilizado como bebida e como doce?

Inicialmente como bebida foi trazido pelos navegadores espanhóis do México, para a Europa no século XVI. Nesta época o “chocolate” era reservado às classes aristocráticas, mas rapidamente se espalhou pelo continente europeu o desejo e o prazer do seu consumo.
Por se tratar de uma bebida, a Igreja a não o considerou um alimento, como tal não estava sujeito às restrições quaresmais ou de jejum.
A evolução das suas diferentes formas de apresentação foi lenta mas firme, e ensaiada a adição de outros produtos mais adaptados aos sabores europeus, como o leite, de forma a quebrar o forte sabor agro, sem que por isso fossem afectadas as suas características originais.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX o chocolate surge sob formas sólidas, como as tabletes e começam a aparecer as lojas de comércio especializadas. Os fabricantes vão desenvolvendo novas apresentações e a imaginação culinária vai propondo novas receitas.
A sua capacidade de manter integralmente as suas virtualidades básicas permite, até aos dias de hoje, que essa imaginação se estenda sem limites: Uma tablete, um bombom, fondue, figuras, ovos de Páscoa, bolos, gelados, chocolate quente, refrigerante, com adição de frutos secos, ou ainda agora com sabores mais ‘picantes’.

7. Quais são os seus constituintes?

O chocolate e os derivados do cacau são alimentos de origem natural, muito nutritivos e com inúmeros benefícios para a saúde. Ao conterem polifenóis ajudam a prevenir e combater uma série de doenças, entre elas as cardiovasculares, uma vez que contribuem para melhorar a saúde das artérias e do coração.
Já o triptofano existente no chocolate aumenta a produção de serotonina, um neurotransmissor, ligada à sensação de prazer, tendo por isso um efeito positivo na melhoria do bem-estar.

8. Quais são os seus valores nutritivos?

O chocolate é um alimento natural altamente nutritivo, que para além de criar a ‘emoção’ de comer chocolate, faz-nos considerar as propriedades benéficas do cacau.
É rico em polifenóis, compostos que contribuem para prevenir a oxidação do colesterol, e assim associados à prevenção de problemas cardiovasculares e estimulam as defesas do organismo. Por conter bioflavonóides o cacau tem características antioxidantes, com acção anti-inflamatória e rejuvenescedora.
Contém vitamina B1 (tiamina) e ácido fólico, nutrientes indispensáveis e reguladores do metabolismo. Como já se disse antes cacau é ainda rico em triptofanos, que induzem a produção de seratonina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e bem-estar, sendo também rico em minerais como o potássio, o fósforo e o magnésio.
O chocolate de leite contribui ainda para a melhoria dos níveis de cálcio.

9. Qual é a sua importância na alimentação

O chocolate é um alimento natural, que pode complementar uma refeição ou ‘quebra’ o apetite nos intervalos das refeições principais. Os pequenos formatos (barritas, pequenas tabletes) que conhecemos hoje em dia permitem esse efeito e a variedade de apresentações e sabores incorporados asseguram um resultado nutritivo positivo e sem dúvida muito agradável. O seu consumo, de forma moderada, é portanto um factor favorável da dieta alimentar.

10. Que tipo de chocolates existem? Quais são as suas particularidades?

Todo o chocolate é produzido a partir da semente do cacau, e as diferenças que existem entre os diversos tipos de chocolate resultam da concentração maior ou menor de cacau no chocolate.
As principais diferenças que se sentem em relação ao chocolate, oscilam tanto quanto os vários tipos de chocolate existentes no mercado.
É naturalmente o factor gosto pessoal que faz a principal diferença, mas não se poderá dizer que um chocolate tenha maior qualidade em detrimento de outro.
Todo o chocolate é produzido a partir da semente de cacau. O chocolate e derivados do cacau são alimentos de origem natural, altamente nutritivos e com destacados benefícios para a saúde. Fundamental é que as formas de produção respeitem as regras básicas de salubridade, higiene e da rigorosa legislação existente, assim como devem assegurar aos seus consumidores a devida informação nutricional.
As características básicas que integram a semente do cacau, ou pasta de cacau, não se alteram na fase de produção do chocolate.
existem quase que incontáveis variedades de chocolate, de amargo, de leite, com frutos secos, branco, actualmente é difícil dizer quantos tipos de chocolates existem.
Deve ser no entanto evidenciado que a composição de cada um dos diferentes tipos de chocolate esta rigorosamente estabelecida por lei, tal como as suas denominações bem como toda a informação rigorosa ao consumidor

11. Quais são os benefícios de cada um?

Quando tem uma maior concentração de sólidos de cacau, é natural que o chocolate desencadeie mais rapidamente os citados efeitos benéficos e estimulantes no organismo. Por sua vez o chocolate de leite contribui para melhorar os níveis de cálcio, enquanto o chocolate com frutos secos incorpora os benefícios desses componentes, com os da noz, amêndoa, avelãs, entre outros.

12. E efeitos negativos?

Um consumo excessivo espontâneo e exagerado pode resultar em consequências desagradáveis, sobretudo ao nível do sistema digestivo.
Há também quem diga que faz mal aos dentes, na verdade o que faz mal é não lavar os dentes. Há quem pense que causa problemas gastrointestinais,; claro que sim, se houver um consumo excessivo, como com qualquer outro alimento ingerido em excesso.
Tão pouco é razoável a acusação de ser causa da acne; na verdade o cacau ou o chocolate não são a sua causa, mas potenciam como qualquer gordura ingerida em excesso.

13. O chocolate pode ser considerado um afrodisíaco?

O contributo para o prazer dos sentidos deve-se porventura ao prazer agradável do seu aroma estimulante, e sem dúvida – e uma vez mais – ao triptofano existente no chocolate, que aumenta a produção de serotonina, um neurotransmissor, ligada à sensação de prazer, que por sua vez desencadeia sensações aliadas do bem-estar natural de cada indivíduo. É além disso uma boa contribuição para uma maior vitalidade.

14. É viciante? Porquê?

É essa sensação de bem-estar geral inerente ao próprio prazer de comer chocolate, que pode levar à essa ‘percepção’ agradável de ‘dependência’. Até mesmo o aroma é estimulante. Realmente importante é que sejamos moderados no seu consumo.

15. É verdade que o chocolate engorda?

Engorda se for comido em excesso, da mesma forma que engorda comer uma quantidade excessiva de qualquer outro alimento. É importante insistir que o consumo seja feito de forma moderada, como aliás se recomenda para a generalidade dos alimentos, de acordo com as necessidades de cada indivíduo sendo sempre recomendável a actividade física regular.

16. O chocolate ajuda a superar a carência emocional?

É certo que nos habituámos a vê-lo e reconhecê-lo como o suplemento ideal para as carências emocionais, todavia cremos que talvez esse seja apenas um cenário romanceado e potenciado dos benefícios do chocolate. Sozinho o chocolate não ajuda a superar a carência emocional, que deve sim depender da auto-estima de cada indivíduo, da sua confiança nas pessoas que o rodeiam e na forma como encara o dia-a-dia. Agora, sem dúvida que pode ajudar, não só pelo prazer que a sua degustação promove, como também devido à sua composição.

17. Existe alguma simbologia associada ao chocolate?

Em Portugal há ainda quem considere o chocolate como uma prenda ou de reconhecimento, em vez de o entender como um alimento que contem inúmeras vantagens e benefícios inerentes.

18. O que há-de tão especial nele?

Basta provar um quadradinho e descobrir...


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